PROJETO: O ENSINO DE HISTÓRIA EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES – MUSEU

PROJETO: O ENSINO DE HISTÓRIA EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES – MUSEU

Tema. Pedras que guardam segredos. Homens e objetos da           Pré-história.


Turma: 7ª serie (8º ano)
Duração: 5 aulas

JustificativaDesenvolver e instigar a curiosidade histórica e conscientizar sobre a importância da preservação de achados históricos. O aluno terá contato com peças e imagens sobre a vida das populações pré-históricas o que os instigarão a imaginar a vida na pré-história, a criação e desenvolvimento dos artefatos em pedra, os significados das imagens e a percepção que existe uma história em cada peça, além de reconhecer a importância histórica na preservação de achados arqueológicos e os elementos históricos da formação do homem.

Objetivos:     Promover o conhecimento da cerâmica, utensílios e da arte rupestre e as manifestações artísticas dos povos da pré-história, povo antigos e povos pré-colombianos, como forma de conscientização da milenar aventura do homem no continente e a diversidade de formas de ter contato com a história por meio de resgate, preservação de achados arqueológicos.


Atividades:  
O primeiro passo deve ser o agendamento de uma data para a visitação do Museu e uma visita preliminar do professor para se inteirar do acervo e do funcionamento do Museu. Preparar as condições da viagem com a empresa de ônibus contratada.
       Em sala de aula, o professor deverá apresentar à temática e a introdução do conteúdo a ser estudado a respeito dos povos antigos, povos pré-colombianos e povos na pré-história. (2 aulas)
      Elaborar uma autorização formal para ser entregue aos alunos a fim de que seja assinada pelos pais.
Antes da visita, preparar os alunos destacando as condições de comportamentos compatíveis a esta visita, assim como o conteúdo a ser apreendido e uma sugestão de análise a ser identificada e anotada pelos alunos. (1 aula)

No dia da visita, receber o motorista, tirar as dúvidas sobre o trajeto, aguardar a chegada dos alunos até o horário marcado, organizar a acomodação no ônibus e fazer a chamada. Prosseguir com atenção aos alunos durante todo o trajeto. Chegando ao destino, apresentar a documentação da escola à administração do Museu e aguardar o acompanhamento dos guias. Prosseguir a visitação junto com o grupo, chamar a atenção para o respeito ao patrimônio histórico e as condições disciplinares a serem seguidas durante a visita. Ao final da visita, reunir todos os alunos, fazer nova chamada e seguir o caminho de retorno.

Na aula seguinte, estimular os alunos a dar suas opiniões e impressões sobre a visita, discutir sobre as atividades feitas e distribuir um exercício de análise da atividade a ser entregue como avaliação. (1 aula)

Na ultima aula fazer uma análise geral do conteúdo estudado, abordando as conclusões referentes à temática estudada. (1 aula)

FontesMuseu Regional de Arqueologia de Rondônia.


Quais documentos históricos estão presentes nesse Museu?
 Inaugurada oficialmente em 2007, é primeiro Centro de Pesquisa e Museu Regional de Arqueologia de Rondônia.  Instalado em Presidente Médici - RO, (45 minutos de Cacoal). Documentos de inauguração.
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Urnas funerárias: Eram utilizadas para enterrar os restos mortais das pessoas na sociedade primitiva. Eram fabricadas em cerâmica, podendo encontrar-se decorações internas e externas.
Os objetos encontrados junto aos restos mortais indicam o grupo a que pertencia o individuo.

Amoladores ou Polidores: São blocos de rocha (granito, basalto ou arenito) utilizados para a obtenção de objetos líticos – pedra polida.

Objetos usados no dia-a-dia como a caça, pesca, utensílio domésticos, mas também poderiam ser utilizados para rituais específicos.  O desgaste da rocha pode indicar o tipo de artefato produzido, utilizando-se a água e areia para acentuar o desgaste.
As pedras lascadas eram obtidas com o choque com outras pedras para retirada de lascas.

 Acervo, pinturas, imagens históricas e objetos de cerâmica
Figura antropomórfica feminina, modelada em argila (terracota).
Fragmentos e objetos cerâmicos. Os objetos de cerâmica eram submetidos à queima numa temperatura de aproximadamente 400°C para tornar-se impermeáveis. Arte e Utensílios de Cerâmica: Eram utilizados por tribos nômades e sedentárias.
A arte rupestre em pedras e rochas.   

Quais informações esses documentos permitem conhecer?
O Museu foi um resultado profícuo de parceria firmada entre IPHAN e Prefeitura Municipal de Presidente Médici. A contar com um corpo técnico de professores, o Museu trata-se da primeira instituição em Rondônia com temática exclusiva voltada para o patrimônio arqueológico. Segundo o arqueólogo do IPHAN/RO, Danilo Curado, a iniciativa de encaminhar o material arqueológico para o Museu Regional se dá por conta da proximidade da instituição com os sítios arqueológicos, deixando o acervo próximo a sua origem. “É importante que o acervo resgatado naquela região permaneça lá para que os moradores e visitantes compreendam melhor o contexto histórico. Outro fator relevante é o volume do acervo que é considerável.” De acordo com os documentos do IPHAN em Rondônia, o processo que vem ocorrendo no Museu Regional pode servir de exemplo para outros municípios de Rondônia e do Brasil. “Decididamente, pode-se afirmar que as deliberações do IPHAN para a formação do museu foi um caso de sucesso e exemplar. Hoje, a instituição é uma das únicas do Estado com funcionamento integral e plano museológico instituído.”

Avaliação: Depois da visitação, os alunos devem fazer uma análise própria seguindo as especificações de um relatório da visita e pesquisa feita no Museu, e deverão entregar ao professor como forma avaliativa dos objetivos que foram propostos no início da atividade.

Referências Bibliográficas:
http://www.periodicos.unir.br/index.php/veredasamazonicas/article/viewArticle/283
http://museuregional.blogspot.com.br/

Autor: Gilvandro O. da Silva.
Professor, pesquisador e consultor.
Mestre em sociedade e cultura na Amazônia.