À VOCÊ.


Eu conheço pessoas pobres que distribuem sorrisos.
Eu conheço pessoas que sofrem que comunicam alegria.
Eu conheço pessoas incompreendidas que sabem compreender.
Eu conheço pessoas pacíficas que caminham levando a paz.
Eu conheço pessoas bondosas que a todos tem o que dar.
Eu conheço pessoas injustiçadas que souberam perdoar.
Eu conheço pessoas...  O seu segredo é amar.
Com amor da sua professora e amiga.  ZILDA ROJO.


Minha lembrança de 1989 da mensagem datilografada dada aos alunos pela  professora Zilda Rojo. 


Gilvandro

Aprendizagem

" Os professores e os pais são os maiores responsáveis para o sucesso na aprendizagem do aluno."

O fim do padroado e da Igreja Católica como religião oficial do estado.


Sem dúvida nenhuma a Igreja foi um dos braços europeus na colonização da América, África e Ásia e a parceria Igreja-Estado vem desde a Idade Média, onde se tutelavam mutuamente e sofriam ingerências recíprocas.  Porém o Renascimento, o Humanismo, a Reforma Protestante instauram um novo período, uma nova ordem, social, econômica, política e religiosa no Ocidente. Os estados modernos são instalados e junto surgem os questionamentos entre Religião e Estado. Os autores modernos pregaram a separação entre razão e fé, sobretudo os autores iluministas tratando também da separação Igreja e o Estado.    O fim do padroado e da Igreja Católica como religião oficial do estado acontece com a modernidade. Devemos separar a religião do estado, da politica. O Estado é e deve continuar sendo laico.

Na colonização do Brasil a Igreja Católica foi importante parceira do Estado Português não só com a ordem jesuíta, como também com as demais ordens que aqui chegaram. Com o passar do primeiro século, os primeiros 100 anos de colonização, a Igreja estava enraizada em toda a Colônia, além de missões, se estabelece como importante instituição social, educadora e politica. A Igreja em alguns momentos teve a pretensão de estar acima do Estado.

A IMPORTÂNCIA DAS IMAGENS PARA O ESTUDO DE TEMAS HISTÓRICOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA.




Bolívar Libertador e Pai da Pátria. Óleo sobre tela, 125 x 95 cm. Exposta no Museu Quinta de Bolívar – Ministério da Cultura da Colômbia. Em Bogotá. Pintada por Pedro José Figueroa em 1819.




Bolívar Libertador e Pai da Pátria. Óleo sobre tela, 125 x 95 cm. Exposta no Museu Quinta de Bolívar – Ministério da Cultura da Colômbia. Em Bogotá. Pintada por Pedro José Figueroa em 1819. Pintura sobre a Independência da Colômbia. Disponível no site: http://comunicandoua.com/
São famosos os retratos de Pedro José Figueroa, que pinta Bolívar pela pri­meira vez como libertador e presidente da República em 1819.  Nesse ano, Figueroa realizaria a tela Bolívar Libertador e Pai da Pátria, obra alegórica que mostra o herói com traje militar abraçando uma figura feminina, uma índia rica­mente adornada que representa a América, coroada com cocar de penas, armada de arco e setas, (Símbolos dos povos da região) e encostada em uma cornucópia, com uma bananeira no fundo. (Planta com grande produção na Colômbia) Essa obra foi completada por Figueroa em um prazo de dois meses para a homenagem preparada a Bolívar em Bogotá no mês de outubro de 1819.

JACQUES LE GOFF E AS REPRESENTAÇÕES DO TEMPO NA IDADE MÉDIA

RESUMO:

Os estudos dedicados às representações de tempo na Idade Média foram um dos principais responsáveis pela projeção historiográfica do nome de Jacques Le Goff, uma vez que ocupam um lugar de destaque em suas investigações sobre os imaginários e mentalidades medievais. Portanto, este breve artigo tem por propósito estabelecer algumas reflexões críticas sobre um importante elemento constituinte da produção de um dos mais influentes e divulgados medievalistas do século XX e de conhecidas abordagens referentes à constituição histórica do Ocidente. Para tal elaboramos um esboço de revisão historiográfica seguida de um estudo de caso apoiado em fontes documentais do período medieval.

PALAVRAS-CHAVE: Jacques Le Goff – Tempo – Idade Média

A Avaliação da Aprendizagem como Processo Interativo: Um Desafio para o Educador

A Avaliação da Aprendizagem como Processo Interativo: Um Desafio para o Educador
Jane Rangel Alves Barbosa (*)

A avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente, que deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem. Por meio dela, os resultados que vão sendo obtidos no decorrer do trabalho conjunto do professor e dos alunos são comparados com os objetivos propostos, a fim de constatar progressos, dificuldades e, também, reorientar o trabalho docente. Assim, a avaliação é uma tarefa complexa que não se resume a realização de provas e atribuições de notas. A escola não pode estar desvinculada da vida, do mundo que a rodeia, mas tem de estar em sintonia com a comunidade e com o tempo em que vivemos. Logo, a escola responsável não ensina a memorizar, mas a refletir, fazer relações entre dados, informações e idéias, desafiar o senso comum, aprender a pesquisar, saber trocar idéias, ou seja, aprender a aprender aprendendo.

 Na nossa sociedade, reservamos às escolas o poder de conferir notas e certificados que, atestam o conhecimento ou a capacidade do indivíduo, tornando assim imensa a responsabilidade de quem avalia. A avaliação é comumente, acompanhada de dúvidas, incertezas e, muitas vezes, de incoerências. A avaliação é uma reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho escolar tanto do professor como dos alunos. Mas, para a grande maioria das pessoas que passaram por uma escola,

PLANO DE CURSO, PLANO DE ENSINO OU PLANO DE AULA, QUE PLANEJAMENTO É ESSE?

PLANO DE CURSO, PLANO DE ENSINO OU PLANO DE AULA, QUE PLANEJAMENTO É ESSE?
Valéria de Souza Penteado1

RESUMO:
 O Planejamento de Ensino é um dos elementos que compõe o dia a dia da escola, por isso refletir sobre a maneira como ele ocorre é também uma atitude necessária para os profissionais da educação. A partir do estudo de obras e de documentos estudados procuro definir o conceito de planejamento, salientando a diferença que existe entre plano de curso, de ensino e de aula, pois, na prática educativa há incerteza de como o mesmo deve ser elaborado, já que tais conceitos muitas vezes, não estão claros para o professor. Feito isto, apresento algumas reflexões sobre uma experiência que está ocorrendo numa escola municipal de Cascavel, onde um grupo de professores está se propondo a elaborar um planejamento diferente do que vem ocorrendo na maioria das escolas. Este grupo procura confirmar que o plano de ensino pode ser um instrumento que efetivamente auxilie os professores em sua prática pedagógica se for concebido como algo que realmente expresse a aprendizagem do aluno.

Palavras -chave: Planejamento, conteúdo, método, aprendizagem.

Este trabalho tem por finalidade refletir sobre a maneira como vem sendo realizado o planejamento de ensino nas séries iniciais do Ensino Fundamental, procurando desvelar a possibilidade da superação do simples preenchimento do "formulário" onde os fatores objetivo, conteúdo, metodologia e avaliação representam a o mecanismo realizado pelos professores nos momentos chamado de planejamento, que ocorrem no início do ano letivo nas escolas. Para tanto, utilizo de fontes bibliográficas tais como:

ESTRUTURA GERAL DO SISTEMA EDUCACIONAL

A ESTRUTURA DO SISTEMA EDUCACIONAL

A atual estrutura e funcionamento da educação brasileira decorre da aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n.º 9.394/96), que, por sua vez, vincula-se às diretrizes gerais da Constituição Federal de 1988, bem como às respectivas Emendas Constitucionais em vigor. O diagrama 1, na página seguinte, apresenta a estrutura geral do sistema educacional. Porém, no decorrer da exposição de cada um dos níveis e modalidades de ensino, será possível observar o caráter flexível da legislação educacional vigente, levando-se em conta a autonomia conferida aos sistemas de ensino e às suas respectivas redes. Ressalta-se ainda o momento de adaptação e adequação dos sistemas à legislação educacional recente, o que se caracteriza pelas reformas e normatizações em implantação.

4.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS DO SISTEMA EDUCACIONAL

4.2.1 Níveis e modalidades de ensino De acordo com o art. 21 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.º 9.394/96), a educação escolar compõe-se de:

Significados medievais da maçã: fruto proibido, fonte do conhecimento, ilha Paradisíaca

Resumo:

Neste artigo procuramos analisar algumas das simbologias da maçã. Apesar de outros frutos estarem associados ao pecado original, como o figo e a uva, a maçã a partir do século XIII passou a ser a principal representação da transgressão de Adão e Eva no Éden. A ingestão do fruto proibido significou a possibilidade de atingir o conhecimento através do livre-arbítrio, mas também levou ao sofrimento (a expulsão do local divino, a necessidade do trabalho e as dores no parto). Em outras culturas, como a germânica, para obter a sabedoria o deus Wotan abdicou da visão de um dos olhos e ficou nove dias pendurado na árvore Yggdrasil sem comer ou beber. A maçã também está ligada ao simbolismo da árvore, eixo do mundo, associada à cruz e a Cristo. Como se acreditava que o conhecimento vinha do alto, uma metáfora era a arbor inversa, cujas raízes estão no céu, sendo Cristo o mais belo fruto enviado pelo céu (Deus) à terra (Maria). Outro simbolismo da maçã é a de Insula Pomorum, reino do Outro Mundo repleto de abundância e prazeres, descrito por Geoffrey de Monmouth no século XII como local onde ao vez de grama o solo é coberto por maçãs. Na mitologia céltica, esta fruta simboliza a magia, a imortalidade e o conhecimento. Para os medievais era confortante o sentido da maçã como Ilha dos Bem-aventurados, possibilitando o acesso dos indivíduos num mundo  semelhante ao paraíso e que se localizava paralelamente ao mundo terreno. Já segundo à Igreja, só depois da morte e da passagem pelo purgatório, os indivíduos purificados poderiam aspirar à felicidade eterna.

História da Prevenção das Doenças Transmissíveis

INTRODUÇÃO

As doenças constituem uma terrível ameaça para todo ser humano. Algumas são brandas, mas outras podem chegar mesmo a matar milhões de pessoas - como já ocorreu - espalhando-se por grandes regiões do mundo. Durante muitos séculos, não se sabia o que produzia as pestes e as grandes epidemias: um castigo divino? uma conjunção astrológica? uma mudança de clima? Foi preciso um longo caminho para que se pudesse compreender a causa das enfermidades transmissíveis e como se prevenir contra elas.
Hoje em dia, todos sabemos que certas doenças podem passar de uma pessoa para outra. Desde uma gripe banal, até diversas doenças muito graves, como cólera e aids, podem ser transmitidas de uma pessoa doente para outra sadia. Isso ocorre quando a doença é causada por microorganismos, como as bactérias ou vírus. Esses seres invisíveis, que são responsáveis por muitas doenças, multiplicam-se nos indivíduos doentes e podem passar deles para outras pessoas através de muitos caminhos: pela respiração, por excreções, pela picada de um inseto, etc. Há outros tipos de doenças que não são causadas por microorganismos; mas não iremos tratar delas, neste livro.
Quando se conhece o tipo de microorganismo causador de uma doença e o seu modo de transmissão, pode-se evitar que ele passe às pessoas sadias - através de várias medidas sanitárias e de higiene. Em certos casos, pode-se também produzir vacinas, que protegem as pessoas, mesmo se ficarem em contato com doentes. Por fim, em muitos outros casos, podem ser desenvolvidos remédios (como os antibióticos) que combatem esses microorganismos quando eles já se estabeleceram em um organismo, de tal forma a destrui-los.
O conhecimento de que muitas doenças são produzidas por microorganismos é, hoje, uma coisa banal. No entanto, esse é um conhecimento médico relativamente recente - com pouco mais de um século de idade. Foi apenas durante a segunda metade do século XIX que se estabeleceu a teoria microbiana das doenças. Durante centenas de anos, os médicos ignoraram a causa das enfermidades transmissíveis, que eram explicadas de modos que atualmente nos parecem absurdos. Os modos de prevenção e cura dessas doenças eram também, obviamente, muito diferentes dos de hoje.
Como se chegou a esse conhecimento atual? Por que fases passou a Medicina, em sua tentativa de compreender as epidemias e o contágio? Como surgiram as vacinas? Esses são alguns dos pontos que serão tratados nas páginas seguintes.
Este livro não irá abranger todos os aspectos da história da Medicina. Isso exigiria uma obra muitas vezes maior do que esta. Mesmo o assunto aqui tratado - as doenças transmissíveis e sua prevenção - é excessivamente amplo para ser estudado em detalhe em um trabalho como este. Será necessário deixar de lado vários aspectos, focalizando apenas alguns episódios mais importantes.
Iremos percorrer uma longa história, de mais de dois mil anos, para descobrir como diversos povos, em diferentes épocas, concebiam o processo de contágio. Ao longo dessa história, veremos uma grande mistura de superstições, de experimentos, de teorias diversas, e a luta contínua da humanidade contra doenças terríveis.
Por meio do estudo dessa história, será possível compreender como se desenvolve a evolução do pensamento humano, através de uma série de palpites, tentativas, erros e acertos. Veremos como algumas "certezas" causaram a morte e o sofrimento de milhões de pessoas. Por fim, estudando o surgimento da moderna teoria microbiana, veremos como foi gradualmente introduzido um maior rigor na pesquisa médica, resultado em importantes avanços. Pelo conhecimento desse caminho histórico, será possível perceber a enorme importância das medidas sanitárias e de higiene, capazes de evitar horríveis doenças - medidas simples mas que, infelizmente, continuam a ser ignoradas ou deixadas de lado, até hoje, no Brasil e em outros lugares.

CAPÍTULO 1 - AS GRANDES PESTES

A MORTE RONDA
O que é uma grande epidemia? Que efeitos podem produzir as enfermidades transmissíveis, quando atingem muitas pessoas? Quem nunca viveu pessoalmente a experiência dessas doenças, nem pode avaliar o que elas significam. Por isso, é conveniente começar com a descrição de um caso histórico importante.

A força da tradição: a persistência do antigo regime historiográfico na obra de Marc Bloch

RESUMO
Este artigo se foca na obra de Marc Bloch, em especial em seu livro tido como mais importante, A Sociedade Feudal (1939), argumentando que mesmo no trabalho de um dos mais importantes do século XX ainda é possível encontrar elementos associados a uma historiografia mais tradicional.
Palavras-chave: Marc Bloch, Escola dos Annales, Historiografia

ABSTRACT
This article is focused on Marc Bloch's oeuvre, especially in his so-called masterpiece, Feudal Society (1939), arguing that even in the work of one of the most important historians of the century, we can find important elements of the traditional historiography.
Key words: Marc Bloch, Annales School, Historiography



1. Introdução1
O título deste artigo remete importante trabalho de Arno Mayer,2 o qual argumenta que, ao contrário do que os historiadores tendem a enfatizar, inúmeros elementos dos antigos regimes europeus haviam sobrevivido aos cataclismas de 1789 e 1848, por vezes chegando ainda fortes a 1914. Nas palavras do autor:
Isso não significa negar a importância crescente das forças modernas que solaparam e desafiaram a antiga ordem. Mas significa sustentar que até 1914 as forças de inércia e resistência contiveram e refrearam essa nova sociedade dinâmica e expansiva no interior dos anciens régimes que dominavam o cenário histórico europeu.3

Origem e memória das universidades medievais

Origem e memória das universidades medievais a preservação de uma instituição educacional*

Origin and memory of medieval universities the preservation of an educational institution

TEREZINHA OLIVEIRA Pós-Doutora/USP Universidade Estadual de Maringá Av. Colombo, 5790 – Maringá-PR teleoliv@gmail.com

RESUMO
Analisamos a universidade medieval a partir de dois olhares distintos, mas unidos, que formam a idéia de totalidade desta instituição. Em um, tratamos da sua origem no seio do medievo enquanto criação de um espaço novo de construção e preservação dos saberes. Temos aqui que considerar o papel desempenhado pelos movimentos citadinos, que davam ao mundo medievo uma nova feição, e pelo pensamento escolástico, que alcançava sua plenitude no interior desta instituição. Em outro, tratamos a universidade como um patrimônio histórico, portanto, como uma instituição a ser preservada e recordada. A memória assume, aqui, papel importante como sujeito imperativo da construção do ser pessoa (Aquino). Capta-se seu significado da perspectiva histórica e da memória, revelando o sentido de pertencimento social que possui por dar caráter de universalidade ao saber e ao agir dos homens. História e memória se entrelaçam e a universidade surge como espaço do saber mediado pelas relações do poder político.

Parte de O Banquete, de Platão.

Ao ser indagado por Sócrates sobre os pais de Eros, o Amor, disse Diotima, uma sábia mulher de Mantinéia:

Diotima – Tudo o que é gênio está entre um deus e um mortal. (...) E esses gênios, é certo, são muitos e diversos, e um deles é justamente o Amor.
Sócrates – E quem é seu pai – perguntei-lhe – e sua mãe?

Diotima – É um tanto longo de explicar, disse ela; todavia, eu te direi. Quando nasceu Afrodite, banqueteavam-se os deuses, e entre os demais se encontrava também o filho de Prudência, Recurso. Depois que acabaram de jantar, veio para esmolar do festim a Pobreza, e ficou pela porta. 

Ora, Recurso, embriagado com o néctar – pois vinho ainda não havia – penetrou o jardim de Zeus e, pesado, adormeceu. Pobreza então, tramando em sua falta de recurso engendrar um filho de Recurso, deita-se ao seu lado e pronto concebe o Amor. 

Eis por que ficou companheiro e servo de Afrodite o Amor, gerado em seu natalício, ao mesmo tempo em que por natureza amante do belo, porque também Afrodite é bela. E por ser filho o Amor de Recurso e de Pobreza foi esta a condição em que ele ficou.  

Primeiramente ele é sempre pobre, e longe está de ser delicado e belo, como a maioria imagina, mas é duro, seco, descalço e sem lar, sempre por terra e sem forro, deitando-se ao desabrigo, às portas e nos caminhos, porque tem a natureza da mãe, sempre convivendo com a precisão. Segundo o pai, porém, ele é insidioso com o que é belo e bom, e corajoso, decidido e enérgico, caçador terrível, sempre a tecer maquinações, ávido de sabedoria e cheio de recursos, a filosofar por toda a vida, terrível mago, feiticeiro, sofista: e nem imortal é a sua natureza nem mortal, e no mesmo dia ora ele germina e vive, quando enriquece; ora morre e de novo ressuscita, graças à natureza do pai; e o que consegue sempre lhe escapa, de modo que nem empobrece o Amor nem enriquece, assim como também está no meio da sabedoria e da ignorância. 

Todas as criaturas do mundo: a arte dos mapas como elemento de orientação geográfica

RESUMO
Vagos em seu traçado e pródigos em figuras de seres reais ou fabulosos, a iconografia dos mapas medievais cumpria papel nada desprezível para o reconhecimento de terras virtualmente desconhecidas pela Cristandade. Em um mundo sem latitude e longitude confiáveis, os acidentes da paisagem, os povos existentes e até mesmo determinados componentes da fauna e flora poderiam transformar-se em variáveis de extrema importância para a orientação geográfica. Apesar de alcançarem maior precisão nas tentativas de representar o espaço geográfico, experimentarem considerável avanço na determinação da latitude e prosseguirem na busca de um método prático para obter a longitude, os cartógrafos da época dos Grandes Descobrimentos ainda se preocuparam em figurar elementos notáveis - imaginários ou não - capazes de auxiliar na orientação dos viajantes nas mais diferentes regiões do globo. Com a crescente expansão europeia e a autêntica revolução científica em curso no século XVII, os extensos comentários e as vistosas representações da natureza e dos habitantes dos locais perderiam rapidamente o papel de referência nos mapas seiscentistas, conservando apenas seu valor estético e econômico. A chegada do século XVIII consolidaria a definitiva transformação das ilustrações em um elemento essencialmente decorativo, sem qualquer outro papel relevante em termos cartográficos. Além de menos numerosas, as figuras amiúde tendem a uma certa estilização e acentuam seu deslocamento para a periferia dos mapas, que soem apresentar alguma ornamentação apenas nas cártulas ou cartuchos. Apesar de muitas vezes conservarem algum tipo de relação com o espaço geográfico considerado, os motivos escolhidos também podem adquirir relativa independência, havendo numerosos casos de alegorias e composições com variadas figuras mitológicas, bem como representações de caráter histórico destinadas a ressaltar o poderio de um determinado ator político.
Palavras-chave: Cartografia histórica. Cartografia holandesa. Cartografia quinhentista. Cartografia seiscentista. Iconografia. Iconologia.

Entre continuidades e rupturas: uma investigação sobre o ensino e aprendizagem da História na transição do quinto para o sexto ano do Ensino Fundamental

ESTUDO DO ARTIGO.

Cainelli, Marlene Rosa. Entre continuidades e rupturas: uma investigação sobre o ensino e aprendizagem da História na transição do quinto para o sexto ano do Ensino Fundamental. Educ. ver., Dez 2011, no.42, p. 127-139. ISSN 0104-4060

É certo que o ensino, a educação oferecida pelo município na sua maioria não tem uma sincronia com o ensino, a educação oferecida pelo estado. Isso acontece no estado do Paraná e aqui em Rondônia, municípios e estado não possuem uma unidade pedagógica.
            A municipalização do Ensino Fundamental I criou uma efetiva divisão de aprendizagem na vida escolar dos alunos do ensino fundamental de 1º ao 9º ano, visto que sofrem um rito de passagem que vai além de trocar a sala de aula com apenas um professor para uma sala de aula agora com vários professores, mas também a mudança na pedagogia de ensino-aprendizagem e até eventual desconfiança do seu nível de conhecimento.